O conceito
Ergonomia cognitiva olha para o lado mental da tarefa: quanta informação a pessoa precisa processar, quanta atenção exige o trabalho, como telas, painéis e procedimentos são organizados. Uma interface confusa, que leva o operador a interpretar mal uma informação, é o exemplo típico. É um campo de estudo da ergonomia, e não uma norma.
O que a NR-17 diz
A NR-17 não usa o nome, mas cobre o assunto. Ao organizar o trabalho, a empresa considera as normas de produção, a exigência de tempo, o ritmo, o conteúdo das tarefas e os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde (item 17.4.1). A norma manda prevenir a exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e a saúde (item 17.4.3, alínea f).
Também pede que fabricantes projetem monitores, sinais e comandos para uma interação clara e precisa com o operador, reduzindo erros de interpretação (item 17.7.2), e que painéis de controle facilitem a visibilidade da informação do processo (item 17.7.2.1).
Ligação com a NR-1
Os fatores de risco psicossociais, como sobrecarga e falta de clareza de papel, vêm da concepção e da organização do trabalho, segundo o guia do MTE. Entram no gerenciamento de riscos da NR-1 junto com a ergonomia, que considera as condições de trabalho da NR-17 (item 1.5.3.2.1). Veja riscos psicossociais.
Perguntas frequentes
A NR-17 usa a expressão ergonomia cognitiva?
Não. O texto fala em aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde (item 17.4.1, alínea f) e em exigência cognitiva (item 17.4.3, alínea f). Ergonomia cognitiva é o nome do campo de estudo, não uma exigência da norma.
Fontes
- NR-17: Ergonomia. Consultado em 6 de outubro de 2026.
- Guia de informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (MTE, 2025). Consultado em 6 de outubro de 2026.