O conceito
A neuroergonomia estuda o trabalho a partir do funcionamento do cérebro. Usa conhecimento de neurociência sobre atenção, memória e tomada de decisão para entender o efeito de uma tarefa na carga mental, na fadiga e no risco de erro.
Ela se aproxima da ergonomia cognitiva, que olha para a tarefa e a interface. A diferença está na base: a neuroergonomia parte de dados do sistema nervoso.
O que a NR-17 exige
Nada específico sobre o tema. A NR-17 pede à empresa que considere, na organização do trabalho, o ritmo, a exigência de tempo e os aspectos cognitivos que possam comprometer a segurança e a saúde (item 17.4.1). Manda também implementar medidas que evitem a exigência cognitiva que comprometa a segurança e a saúde (item 17.4.3, alínea f). Essas medidas incluem pausas contadas como tempo de trabalho, alternância de tarefas e mudança na forma de executar a atividade (item 17.4.3.1).
Na prática
A empresa cumpre a norma com a ergonomia de sempre: avaliação ergonômica preliminar, AET quando cabível e registro dos resultados no PGR.
Perguntas frequentes
A empresa precisa de exames neurológicos ou equipamentos de neurociência por causa da NR-17?
Não. A NR-17 não pede medição de atividade cerebral. Pede que a avaliação ergonômica identifique os perigos e considere a organização do trabalho, incluindo aspectos cognitivos (itens 17.3.1 e 17.4.1). A avaliação pode ser qualitativa, semiquantitativa, quantitativa ou uma combinação (item 17.3.1.1).
Fontes
- NR-17: Ergonomia. Consultado em 6 de outubro de 2026.