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Riscos e agentes

Insalubridade

Insalubridade é o trabalho com exposição a agentes nocivos à saúde, como ruído, calor ou produtos químicos, nas condições da NR-15: acima dos limites de tolerância ou, para alguns agentes, pela própria atividade. Dá direito a um adicional de 10%, 20% ou 40% do salário mínimo.

Atualizado em Equipe técnica da bem.care

Na prática

Ruído de máquina, calor de forno, poeira mineral, solventes, contato com pacientes em isolamento. A NR-15 lista os agentes que podem tornar uma atividade insalubre. Para boa parte deles, fixa até onde a exposição é tolerada, e passar desse limite torna o trabalho insalubre. Para outros, como o contato com pacientes em isolamento, a própria atividade ou o laudo de inspeção do local já caracteriza a insalubridade (itens 15.1.1 a 15.1.4).

Quem confirma é a perícia: o perito avalia o posto e aponta o agente e o grau. Enquanto a exposição continuar, a empresa paga o adicional na folha. Só que o adicional não resolve o problema: a lei manda eliminar ou neutralizar o risco, e o pagamento acaba quando isso acontece.

O que a norma diz

O percentual depende do grau, e incide sobre o salário mínimo (CLT, art. 192, e NR-15, item 15.2):

  • grau máximo: 40%;
  • grau médio: 20%;
  • grau mínimo: 10%.

Com mais de um agente, conta só o de grau mais alto. Os adicionais não se somam (item 15.3).

A insalubridade é eliminada ou neutralizada de dois jeitos: com medidas que mantêm o ambiente dentro dos limites de tolerância, ou com EPI que reduza a intensidade do agente a esses limites (CLT, art. 191). Com o risco eliminado, o direito ao adicional acaba (art. 194).

Insalubridade não é aposentadoria especial

São direitos diferentes, com regras e documentos diferentes. O adicional de insalubridade é trabalhista: está na CLT e sai na folha enquanto durar a exposição.

A aposentadoria especial é previdenciária. A Lei 8.213 a prevê para quem trabalhou 15, 20 ou 25 anos exposto a agentes nocivos (art. 57). Desde a Reforma da Previdência, o tempo de exposição não basta: quem se filiou depois dela também precisa ter 55, 58 ou 60 anos de idade (EC 103/2019, art. 19), e quem já contribuía antes segue uma regra de pontos (art. 21). A exposição é comprovada por um formulário que a empresa emite com base no LTCAT, o laudo expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho (art. 58, § 1º).

Perguntas frequentes

Insalubridade e periculosidade podem ser pagas juntas?

Não. Quando a atividade também é perigosa, a CLT deixa o empregado optar pelo adicional de insalubridade que lhe seja devido (art. 193, § 2º). Ele recebe um dos dois.

O EPI elimina a insalubridade?

Pode neutralizar, desde que reduza a intensidade do agente aos limites de tolerância (CLT, art. 191, II, e NR-15, item 15.4.1). Se o EPI não chega a esse ponto, o adicional continua devido.

Quem diz se uma atividade é insalubre?

Um perito: médico do trabalho ou engenheiro do trabalho registrado no Ministério do Trabalho, seguindo as normas do ministério (CLT, art. 195). É o laudo dele que aponta o agente e o grau.

Fontes

  1. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), arts. 189 a 195. Consultado em 6 de outubro de 2026.
  2. NR-15: Atividades e Operações Insalubres. Consultado em 6 de outubro de 2026.
  3. Lei nº 8.213/1991 (Planos de Benefícios da Previdência Social), arts. 57 e 58. Consultado em 6 de outubro de 2026.
  4. Emenda Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência), arts. 19 e 21. Consultado em 6 de outubro de 2026.

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